Lei Espiritual nº 5
A vida caminha continuamente em direção à plenitude, integrando aparentes opostos.
Sempre que nos apegamos a um lado de uma dualidade, o desequilíbrio e o conflito se seguem.
A beleza das leis divinas reside no fato de que elas nos conduzem continuamente ao equilíbrio. Frequentemente, utilizam a desintegração como um degrau para a integração. Em outras palavras, a vida está sempre trabalhando para restaurar o equilíbrio.
No plano físico, o equilíbrio cria ordem. O desequilíbrio leva à desordem. A desordem temporária da desconstrução é muitas vezes um passo necessário para alcançar um todo mais ordenado.
Todas as leis da física, da química, da biologia — de todas as ciências imagináveis — são regidas pela grande lei do equilíbrio. Algumas dessas leis são conhecidas pelos cientistas. Outras, ainda não conseguimos perceber.
Mentalmente, o equilíbrio equivale à sanidade, que nos leva a um maior equilíbrio através de um pensamento mais claro. Emocionalmente, o equilíbrio é sentido como harmonia. O desequilíbrio sempre se revela através de conflitos internos e emoções negativas.
A dor é muitas vezes o que nos motiva a restaurar a harmonia. Com muita frequência, evitamos a dor, perdendo o que ela tenta revelar — o que precisa ser integrado. Ao fazê-lo, perdemos a oportunidade de recuperar o nosso equilíbrio. Assim, permanecemos em estado de desarmonia.

Sempre que enfrentamos dificuldades, nosso trabalho é buscar o lado que nos falta. Assim, podemos integrar os aparentes opostos e viver em equilíbrio.
Duas metades, um todo
O equilíbrio é a força coesiva que reside por trás das aparentes oposições. Ele está presente no estado receptivo que vive dentro do ativo, de modo que o movimento ativo se torna um “esforço sem esforço”. Se uma atividade parece tensa, cansativa e trabalhosa, é porque ela não contém o princípio receptivo.
Muitas vezes, essa é a razão pela qual as pessoas evitam o movimento — evitam fazer um esforço. Porque não conseguimos sentir a serenidade dentro do espaço ativo. Isso nos deixa estagnados, já que nosso esforço parece muito forçado.
O que precisamos encontrar é um equilíbrio entre o princípio ativo — que é movimento e ação — e o estado de quietude do ser, que provém do princípio receptivo.
O princípio ativo se move para fora, e o receptivo recebe. O princípio ativo acumula energia e o estado receptivo relaxa. Quando combinamos os dois em equilíbrio adequado, nossos esforços serão calmos e relaxados, enquanto nossa receptividade será vibrante e viva.
Em ambos os casos, os dois movimentos podem estar presentes. É apenas uma questão de proporção. É isso que mantém tudo em equilíbrio.
Podemos encontrar outro exemplo de equilíbrio nas temperaturas da Terra. Tanto o calor quanto o frio são indispensáveis para uma vida harmoniosa. De qualquer forma, quando as temperaturas estão muito desequilibradas, podem nos matar.
Tudo o que percebemos como opostos é simplesmente a soma das duas metades necessárias para criar um todo. Não é possível viver plenamente na realidade — estar em unidade — e excluir qualquer uma das metades. Sempre que enfrentamos dificuldades, nosso trabalho é buscar o lado que nos falta. Só então podemos integrar os aparentes opostos e viver em equilíbrio.

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